Pesquisa BTG/Nexus: Lula e Flávio Bolsonaro empatam e orçamento de R$ 6,5 trilhões vira campo de batalha
Nova pesquisa BTG/Nexus revela empate técnico (46% a 45%) entre Lula e Flávio Bolsonaro para 2026. Com orçamento recorde de R$ 6,5 trilhões e R$ 60 bilhões em emendas, o uso da máquina pública entra na mira da fiscalização e define o tom da disputa.

A primeira grande rodada de pesquisas de abril de 2026, divulgada hoje pela BTG/Nexus, consolida um cenário de polarização extrema e "empate de nervos" na corrida presidencial. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém a liderança no primeiro turno com 41% das intenções de voto, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), que atinge 36%. Entretanto, a vantagem governista desaparece nas simulações de segundo turno, onde o petista aparece com 46% contra 45% do filho "01" do ex-presidente, configurando um empate técnico rigoroso dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais. O levantamento, registrado no TSE sob o número BR-01075/2026, ouviu 2.028 eleitores entre os dias 24 e 26 de abril.
O acirramento eleitoral coloca sob os holofotes a gestão do Orçamento Geral da União de 2026, aprovado com um montante global de R$ 6,5 trilhões em despesas. Analistas apontam que a percepção de "excesso" nos gastos públicos tem alimentado o desgaste da imagem de Lula, especialmente em estados-chave como Minas Gerais e São Paulo. Enquanto o governo tenta converter investimentos em popularidade, a oposição no Congresso Nacional utiliza o TCU (Tribunal de Contas da União) e as comissões de fiscalização para questionar a eficiência da CEAP (Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar) e o volume recorde de R$ 60 bilhões destinados a emendas parlamentares.
A estratégia de Flávio Bolsonaro tem sido focar no eleitorado masculino — onde lidera com 52% — e na crítica ao ajuste fiscal inconclusivo. Do outro lado, o Palácio do Planalto enfrenta o desafio de controlar a inflação, que pressiona o orçamento das famílias de baixa renda, enquanto negocia a liberação de RLS (Recursos de Livre Suplementação) para garantir apoio na base aliada. O empate técnico também se repete em cenários contra Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), indicando que o desgaste do atual mandato transcende a figura do bolsonarismo tradicional.
Em termos éticos, o uso recorde do Fundo Eleitoral de R$ 5 bilhões e a expansão do déficit primário para 0,7% do PIB em pleno ano de votação acendem o alerta para o risco de populismo fiscal. A "fatura" dessa disputa, alertam economistas, pode chegar em 2027 na forma de juros mais altos e necessidade de novos cortes. A sociedade civil e órgãos de controle agora monitoram se a execução do orçamento servirá ao desenvolvimento do país ou apenas como combustível para a manutenção do poder no cenário mais incerto das últimas décadas.
Análise de Contexto Histórico e de Dados Aperto Monetário: A projeção de que a taxa Selic chegue a 12% até o fim de 2026 reflete a incerteza fiscal em meio ao ciclo eleitoral.
Contradição Orçamentária: O orçamento do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) soma R$ 52 bilhões, valor inferior ao montante de R$ 60 bilhões reservado para emendas de deputados e senadores.
Divisão de Base: Enquanto Lula tem 52% de apoio entre as mulheres, Flávio Bolsonaro atrai a mesma fatia (52%) do eleitorado masculino, evidenciando um Brasil rachado.
Salário Mínimo: O projeto aprovado para 2026 fixa o piso nacional em R$ 1.621, um dos principais trunfos de apelo popular do governo.
Diante de um orçamento de R$ 6,5 trilhões, você acredita que o eleitor votará baseado em propostas de longo prazo ou na sensação imediata de bem-estar proporcionada pelos gastos do governo? Deixe sua opinião nos comentários.
